segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

No Monumento à Batalha do Seival.



Bueno... e nesse domingo, passando por Candiota, dei uma parada na estrada para ver mais de perto o Monumento à Batalha do Seival.
Para lembrar melhor,tal batalha histórica, se tratou de um conflito militar que ensejou a proclamação da República Rio-Grandense por Antônio de Sousa Neto. O embate deu-se nos campos dos Meneses, cruzando o arroio Seival.

HISTÓRIA

Com o objetivo original de derrubar o presidente da província, apenas, os revoltosos gaúchos enfrentaram as tropas imperiais. Destacado por Bento Gonçalves, Coronel Neto deslocou-se, no início de setembro de 1836, à região de Bagé onde encontrava o comandante imperial João da Silva Tavares, vindo do Uruguai. A primeira brigada de Neto, com 400 homens atravessou o arroio Seival e encontrou as tropas de Silva Tavares, com 560 homens, sobre uma coxilha. Durante a tarde de 10 de setembro de 1836, Silva Tavares avançou sobre a coxilha, e os revoltosos defenderam-se usando lanças e espadas.

Inicialmente houve uma pequena vantagem das forças imperiais, mas o cavalo de Silva Tavares, com o freio rebentado na peleia, disparou em velocidade, causando a impressão de fuga, mesmo entre seus comandados. A confusão entre eles foi aproveitada pelos cavaleiros de Neto, que atacaram com força redobrada. O resultado desse mal-entendido foi ficarem os revoltosos quase intactos, enquanto houve 180 mortos, 63 feridos e 100 prisioneiros do lado dos imperiais. Entre os prisioneios estava João Frederico Caldwell.

BIBLIOGRAFIA

DONATO, Hernâni. Dicionário das Batalhas Brasileiras. São Paulo: Editora Ibrasa, 1987.
SILVA, Alfredo P.M. Os Generais do Exército Brasileiro, 1822 a 1889, M. Orosco & Co., Rio de Janeiro, 1906, vol. 2, 949 pp.

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